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DICAS DE VIAGEM
Atenção: o que se segue são apenas dicas. Recomendamos que confirme sempre os requisitos mais recentes junto dos Serviços de Migração.
VISTOS
Os residentes na África do Sul não precisam de visto; os outros estrangeiros precisam. O visto pode ser pedido antes numa Embaixada de Moçambique, ou obtido nos postos fronteiriços, incluindo o Aeroporto de Inhambane.
RESTRIÇÕES À IMPORTAÇÃO
Existem as seguintes restrições aos produtos que podem entrar em Moçambique:
Tabaco: 200 cigarros ou 100 cigarrilhas ou 50 charutos ou 250 g de tabaco
Álcool: 1 litro de bebidas espirituosas e 2,25 litros de vinho
Perfume: 50 ml de perfume ou 250 ml de água-de-colónia
Medicamentos específicos: os necessários para a duração da estadia
Outros artigos: até ao valor máximo de 50 US$
ARTIGOS PROIBIDOS
Armas, munições e explosivos
Ouro, prata e platina em barra ou lingote
Restos ou produtos de origem animal
Plantas, raízes e tubérculos
Medicamentos, excepto os de uso pessoal.
Na fronteira de Ressano Garcia (Lebombo), ainda não houve problemas com quantidades razoáveis de carne, fruta ou legumes; no Aeroporto de Inhambane estes produtos são por vezes apreendidos.
DOCUMENTOS EXIGIDOS NA FRONTEIRA
Livrete do veículo e do atrelado, se houver (ou cópias autenticadas). Carta de autorização do banco, se o veículo for financiado. Carta de autorização do proprietário, se o condutor não for o dono do veículo.
Passaportes
As crianças precisam de certidão de nascimento completa
DOCUMENTOS A OBTER NA FRONTEIRA
Carimbo nos passaportes e taxa paga (cerca de R20 por passaporte)
Licença de importação temporária do veículo e do atrelado, se houver
Seguro contra terceiros (nos agentes da fronteira, por exemplo a Hollard)
A nossa experiência mostra que um "despachante" de confiança, que conheça todos os procedimentos, ajuda muito com a papelada e com a língua (o português), e torna a passagem do lado moçambicano rápida e sem complicações. Este serviço custa cerca de R150 por veículo — podemos dar o contacto a pedido.
REGRAS DE TRÂNSITO
Tenha sempre consigo a carta de condução, o passaporte, a licença de importação temporária, o seguro contra terceiros, o livrete do veículo e os documentos do banco (se aplicável).
Se rebocar, deve ter um triângulo amarelo na frente do veículo e na traseira do atrelado.
Tenha sempre no veículo dois triângulos reflectores e um colete reflector.
Só condutores com carta podem conduzir — isto vale em todo o lado, mesmo fora das estradas principais.
O cinto de segurança é obrigatório sempre.
Nenhuma parte do corpo pode ficar fora do veículo (por exemplo, o braço fora da janela).
É estritamente proibido conduzir com álcool — e não leve bebidas alcoólicas no habitáculo, mesmo fechadas.
Não é permitido falar ao telemóvel a conduzir, excepto em mãos-livres.
Respeite sempre o limite de velocidade — exceder o limite em 20 km/h pode dar inibição de conduzir por três meses, e conduzir ao dobro do limite leva a prisão imediata. As multas de velocidade podem chegar a 8 000 MT.
É proibido conduzir nas praias, excepto para lançar barcos nos locais indicados (multas até 20 000 MT).
PELO CAMINHO
Todas as cidades principais têm bombas de combustível, muitas vezes com lojas de conveniência e casas de banho limpas. É aconselhável pagar em meticais, porque o câmbio oferecido na estrada é abaixo do normal.
Há vários bons sítios para pernoitar pelo caminho — aconselhamos dormir em vez de conduzir de noite, por causa de animais, peões e veículos com má iluminação.
A estrada N4 desde a fronteira está em muito bom estado até Lindela. Depois de virar à direita para Inhambane, há 25 km de estrada asfaltada em estado razoável até ao desvio para a estrada de terra batida que leva ao Mahale. Mais 16 km nesta estrada, normalmente em bom estado, chega-se a uma pequena zona comercial chamada Rocky, onde há também uma bomba de combustível aberta todos os dias das 08h00 às 18h00. Esvazie aqui os pneus, porque os últimos 2,5 km são de areia — 4x4 para 1,2 bar e 2x4 com bloqueio de diferencial para cerca de 0,8 bar.
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